Publicado em Deixe um comentário

Abordagens para problemas na hora de deitar

O que fazer quando o seu filho continua a acordar durante a noite – e sabe que tem idade suficiente para dormir toda a noite? Se quer que durma toda a noite sem chamar por si, o mais importante é certificar-se de que aprende a adormecer sozinho – encontrando o seu polegar, com um objeto transicional, ou de alguma outra forma. A maioria dos especialistas concorda que deve tentar evitar que o seu filho se torne dependente de condições externas, tais como música, iluminação e alimentação para adormecer; se o faz, provavelmente precisará das mesmas coisas todas as vezes que acordar durante a noite.
Se o seu filho não dorme toda a noite, há uma variedade de abordagens que pode tentar.
• Abordagem 1
Desde que deite o seu filho na hora adequada para dormir, pode fazer o que lhe parece que vai ajudá-lo a voltar a dormir, como embalar no colo ou passear até adormecer. Se a sua rotina da hora de dormir for consistente, o acordar durante noite deve diminuir em algumas semanas. Se isso não funcionar, tente uma verificação de rotina: se o seu filho está a chorar, vá ao seu quarto. Dê-lhe uma palmadinha nas costas e diga-lhe que está tudo bem, mas que é hora de dormir. Não pegue no colo ou dê muitos mimos, seja gentil mas firme. Saia. Aguarde cerca de cinco minutos e verifique novamente. Faça isto repetidamente, até que adormeça, aumentando o tempo entre cada visita.
• Abordagem 2
Ajude a criança a fazer associações apropriadas para a hora de dormir, criando uma rotina consistente antes de dormir. Certifique-se de que o seu filho adormece sozinho – sem si, sem um boneco ou biberão. Embora resultem no curto prazo, estes métodos podem ensinar o seu filho a depender deles para dormir, em vez de adormecer por conta própria. Se não adormece, tente deixar chorar por intervalos de tempo progressivamente mais longos, começando em cinco minutos, aumentando para 10 e assim por diante. Entre os intervalos, pode despender cerca de dois a três minutos com seu filho, tranquilizando-o a falar com ele e possivelmente dando-lhe uma palmadinha costas. Não pegue nele nem o embale ao colo.
• Abordagem 3
Veja que horas são quando a criança mostra sinais de sonolência – e faça desse o seu horário regular para deitar e dormir. Planeie uma rotina tranquila para a hora de dormir e discuta-a com a criança, para que entenda o que vai fazer, quando e porquê. Seja qual for a decisão, a rotina deve terminar com a criança calma e acordada no seu berço, para que possa adormecer por ela. Se a criança acorda durante a noite, não pegue nela nem a traga para o seu quarto. A criança precisa de aprender a adormecer novamente sozinha, mesmo que isso signifique que no início chore um pouco. Conforte-a por um curto espaço de tempo e volte novamente a cada cinco a 10 minutos até que adormeça.
• Abordagem 4
Pode ajudar o seu filho com técnicas de autocompensação dando-lhe um peluche ou um cobertor e ajudando-o a encontrar o seu polegar. Siga uma rotina de dormir em que o apoio seja reconfortante. Se começar a chorar durante a noite, altere o seu ritmo de sono acordando-o antes da sua hora de dormir. Dê-lhe amor e carinho, alimente-o se necessário, e deite-o novamente, tranquilizando-o porque está com ele.
• Abordagem 5
Tente alterar a sesta da tarde para um momento anterior e, se necessário, obrigue-o a acordar mais cedo. Mantenha a rotina antes de dormir. Outras maneiras de ajudar a criança a dormir são deitar-se com ela, fingir que está a dormir, ou uma abordagem de trabalho, de adulto responsável: Prepare-se para a cama e faça a sua própria rotina diária.
Eventualmente cairá no sono enquanto o observa a si. Se acordar durante a noite, não o deixe ficar a chorar. Em vez disso, tente encontrar a razão por que está acordado (como uma fralda suja, fome, está aborrecido por conta das rotinas do dia, nariz entupido ou até mesmo um pijama com um tecido irritante). Aumente o seu grau de intervenção e a ligação a si durante do dia e deixe o pai desempenhar o papel de cuidador durante a noite, para que ambos os pais ajudem a criança a dormir. Se a criança tem sido um dorminhoco consistente, mas está a passar por uma fase de grande desenvolvimento, é natural que acorde mais vezes durante a noite. Quando isso acontecer, tente adormecê-la novamente sem a tirar do berço. Em vez disso, dê-lhe palmadinhas nas costas, fale calmamente e cante. Pode considerar levá-la para a sua própria cama.
Não há nenhuma forma certa de encorajar o seu filho a deitar-se e a dormir durante a noite. Precisa de escolher uma abordagem que resulte para si e para a sua família.
Publicado em Deixe um comentário

Reforçar o sistema imunitário do bebé e das crianças

Reforçar o sistema imunitário do bebé e das crianças
O sistema imunitário é com toda a certeza um dos sistemas mais complexos do organismo. Resulta da interação entre características genéticas e o meio ambiente que nos rodeia, e é absolutamente precioso porque é graças à sua ação que nos protegemos de infeções.
Sabemos que nos primeiros 2/3 anos de vida é imaturo, estando as crianças, nesta fase, mais sujeitas a infeções. No entanto existem medidas que podemos adotar no sentido de reforçar a imunidade.
O melhor ponto de partida para assegurarmos o melhor funcionamento possível do sistema imunitário é uma boa alimentação:
Bebés
  • Leite materno
O leite materno proporciona uma alimentação completa e adequada aos primeiros meses de vida do bebé. É composto por nutrientes, anticorpos e enzimas que reforçam as suas defesas, prevenindo infeções, alergias, obesidade ou mesmo alguns tipo de cancro.
  • Diversificação alimentar
A partir dos 4-6 meses, é importante efetuar, com o devido acompanhamento de um profissional de saúde, uma diversificação alimentar progressiva, apresentando ao bebé os alimentos que lhe vão fornecer os nutrientes e fatores protetores necessários.
  • Higiene
Quem contacta com bebés deve realizar uma boa higiene de mãos, bem como adotar medidas adicionais de proteção, como máscaras por exemplo, se estiver tiver algum problema de saúde transmissível por esta via.
  • Espaços adequados
Devem evitar-se espaços pequenos e com muita gente, ou locais em que o bebé se torne num fumador passivo, minimizando a exposição a germes ou ao fumo que destroem as defesas do organismo do bebé.
  • Sono adequado
Bons hábitos de sono estimulam a imunidade e ajudam a impedir infeções.
  • Cuidados com medicamentos
Os medicamentos devem ser administrados aos bebés por prescrição médica, salvaguardando o uso adequado. O uso exagerado e indevido de antibióticos pode conduzir facilmente à criação de resistências. Do mesmo modo os suplementos vitamínicos devem ser usados com prudência pois podem conduzir a efeitos negativos na saúde da criança.
Crianças
É importante salvaguardar que a alimentação das crianças contenha alguns elementos fundamentais à boa saúde do seu sistema imunitário.
  • Vitaminas A, C e E
Este trio de vitaminas ajuda proteger o organismo de toda a espécie de ameaças.
A vitamina A pode encontrar-se nos alimentos sob duas formas: animal (retinol) e vegetal (beta-caroteno). As duas são importantes para as crianças, embora a forma animal seja absorvida mais facilmente. As melhores fontes animais são a gema de ovo, os lacticínios e o peixe oleaginoso, como as sardinhas. Quanto às fontes vegetais, encontramos beta-caroteno nas cenouras, na batata-doce, nos pimentos cor de laranja, no tomate, nos pêssegos, nas papaias e em todos os vegetais de folha verde.
A vitamina C pode encontrar-se nos citrinos, quivis, bagas vermelhas, brócolos e às couves.
Finalmente, a vitamina E pode obter-se dos ácidos gordos essenciais do peixe oleaginoso, nas sementes e respetivos óleos. A sua principal função é proteger todas as células do corpo humano de lesões provocadas pela oxidação e manter uma pele macia e saudável.
  • Ferro
O ferro é crucial para o sistema imunitário porque é utilizado para a produção de glóbulos brancos e de glóbulos vermelhos – necessários para transportar o oxigénio e os nutrientes através da corrente sanguínea.
As crianças que, por algum motivo, têm tendência para anemias, devem reforçar as doses de ferro, vitamina B12 e ácido fólico. Os principais sintomas de uma anemia são: fadiga constante, fraqueza física, pele pálida (particularmente a pele do rosto), interior da pálpebra inferior muito pálido, choro frequente, maior sensibilidade ao frio, memória fraca, constipações e infeções frequentes.
  • Zinco e Selénio
Ambos são fundamentais para o desenvolvimento do sistema imunitário. As crianças que sofrem regularmente de constipações, tosse e outras infeções, ou aquelas que têm dificuldades na cicatrização de cortes e no desaparecimento de equimoses podem possuir uma carência de zinco. Se é o seu caso, verifique se o seu filho consome diariamente alimento ricos neste mineral. O zinco encontra-se em todas as carnes e aves, na gema dos ovos, nas sardinhas e no atum, no peixe oleaginoso e no marisco, na aveia, centeio, trigo mourisco e arroz integral, bem como nas nozes, amêndoas e sementes de girassol.
Já o selénio, necessário em doses mais reduzidas, não deixa de ser menos importante. Atuando em conjunto com a vitamina E, protege o organismo de bactérias e vírus e neutraliza as toxinas. Uma das formas mais evidentes de detetar uma carência em selénio é a frequência das infeções respiratórias. Marisco, sementes de sésamo, castanhas e gérmen de trigo são excelentes fontes de selénio.
Além de estimular a criança para uma alimentação equilibrada e variada, que previna a obesidade e outros problemas de saúde que podem debilitar o sistema imunitário, é importante também criar hábitos de vida saudável com rotinas adequadas de movimento e exercício, repouso e sono, que estimulam um sistema imunitário “forte”.
Publicado em Deixe um comentário

Jogar – Aprender a ganhar e a perder

Os jogos são um elemento essencial nos primeiros anos de vida das crianças. São geradores de grandes momentos de diversão, exercícios saudáveis que promovem a energia positiva. Mais ainda as situações de jogo ajudam as crianças a desenvolver aspetos importantes da sua personalidade e competências necessárias para a sua vida.
A jogar as crianças adquirem e desenvolvem regras sociais, que as vão ajudar no estabelecimento de relações interpessoais. Além disso, e pese embora não seja esse o objetivo primordial de jogar, as crianças desenvolvem naturalmente instinto de competição que, desde que devidamente esclarecido que o objetivo do jogo não é ganhar a qualquer custo, é saudável.
Ganhar e perder faz parte da vida

É natural que a criança fique aborrecida quando não consegue ganhar o jogo. Isso não é por si só um problema. As situações de perda devem ser transformadas em oportunidades de aprendizagem, que permitem desenvolver formas de abordar situações desafiantes e adversários.
Ganhar é sempre gratificante. No entanto, deve estimular-se uma competitividade saudável que gere o impulso de conseguir vencer obstáculos e ultrapassar as barreiras que surgem. Deve cuidar-se para que o desejo de vencer não seja exacerbado e que se transforme numa necessidade de vencer a qualquer custo. O adulto deve transmitir à criança que nem sempre conseguirá ser a melhor, e habituá-la a assumir as suas derrotas sem que isso promova insegurança ou baixa autoestima – Ganhar e perder faz parte da vida.
Os jogos permitem desenvolver estas competências de forma natural transmitindo o instinto de competição, de resistência às dificuldades, de respeito pelo outro, de valorização do esforço e empenho pessoal, do prazer de vencer desafios. Neste sentido, os jogos de equipa são uma boa opção, pois a competição baseia-se na cooperação entre grupos de crianças que competem entre si para desafios e objetivos comuns.
Bons perdedores e bons vencedores

A aprendizagem de perder e ganhar deve começar cedo e no ambiente familiar com a promoção de jogos em família que possam ser jogados por várias pessoas. Os adultos desempenham um papel fundamental, em especial no início, quando a criança encontra grandes dificuldades e pode sentir-se tentada a desistir, no sentido de estimular e promover a satisfação com estas atividades. Progressivamente a criança irá deixando de ganhar sempre e habituar-se-á a ganhar umas vezes e perder outras, e a entender que isso não tem qualquer significado especial além do próprio jogo.
Cabe aos adultos, aos pais, demonstrar que embora perdendo é bom jogar e participar pela partilha de bons momentos com as pessoas queridas. Jogos como o Dominó, o jogo da Glória, a Escondida são boas opções para os mais pequenos.
Respeitar as Regras

A vida em sociedade está repleta de regras e é importante que a criança comece a aprendê-las o mais cedo possível. Os jogos promovem grandes oportunidades de transmissão de regras pois têm o seu próprio conjunto de regras. O esforço na transmissão destas regras ajudará a criança a perceber que com esforço, empenho e cumprindo as regras irá progredir no sentido pretendido. Mais ainda analisar com a criança o que correu menos bem e procurar soluções ajuda-la-á a desenvolver a capacidade de reflexão.
Jogar envolve muitas vezes enfrentar desafios e resolver situações problemáticas. Estas situações vividas num ambiente protegido e apoiadas por adultos vão ajudar a criança a compreender que também na sua vida deve seguir regras, e que não deve desesperar por em determinado momento não conseguir obter algo que deseja.
Parabéns ao vencedor

Os jogos de interação preparam a criança para a vida em sociedade, ajudando a desenvolver competências de relacionamento com os outros, a comunicar e a aprender um conjunto de habilidades importantes para a partilha de situações de jogo, tais como: alegria, entusiasmo, autoestima, confiança, respeito, comunicação, comunhão de objetivos, criatividade e perseverança.
Permitem também ensinar à criança que em qualquer desafio os participantes devem cumprimentar-se no início e no fim, e que devem dar os parabéns ao vencedor. Hoje ganham uns, amanhã ganharão outros. Felicitar os vencedores é uma forma de demonstrar que sabemos estar à altura das circunstâncias. Por isso, “Parabéns ao vencedor!”
Quando a criança ganha deve ensinar-se a ter respeito e consideração pelos outros concorrentes. Deve transmitir-se o valor de que a vitória é uma recompensa, mas há mais que isso no jogo. Além do resultado é também importante o percurso, e nem sempre é possível ganhar. Isso não significa que a criança não é boa, nem que irá perder da próxima vez, deve continuar a esforçar-se e na próxima poderá correr melhor.
Publicado em Deixe um comentário

2º ano de vida: Estimular, estimular, estimular

No segundo ano de vida a criança ainda a desenvolver a sua coordenação motora, a adquirir o equilíbrio necessário para dominar por completo o andar e as suas reações de proteção e segurança face a obstáculos e desafios do ambiente que a rodeia. Começa também a experimentar, ainda que em pequena escala, movimentos de coordenação motora fina, movimentos de rodar as mãos, e outros.
Cada passo é crucial para a etapa seguinte: se a criança desenvolve uma determinada competência de movimento e é estimulada adequadamente, sentir-se-á cada vez mais apta para desenvolver novas habilidades e fazer novas conquistas. É importante, no entanto, evitar que a criança “salte” etapas do seu desenvolvimento. Em cada etapa a criança aprimora capacidades motoras, que têm impacto a nível cognitivo, social e emocional, que se não forem vivenciadas, serão perdidas.
Existem brinquedos mais adequados para esta etapa de desenvolvimento que estimulam a criança a conquistar a coordenação motora fina, potenciando os ganhos nesta fase. É o caso das bancadas de atividades, dos telefones com botões, dos tijolos de montagem, dos brinquedos empilháveis, dos brinquedos de empurrar e puxar, dos livros didáticos, etc. Estes brinquedos permitem desenvolver experiências de tirar e pôr, de reconhecimento de formas e tamanhos, de cores, etc.
Nesta fase é importante controlar bastante o tempo de televisão a que a criança é exposta, pois é uma experiência bastante passiva numa altura em que a criança tem aptidão para fazer grandes descobertas.
É importante também não esquecer as inúmeras possibilidades de brincadeiras com adultos que tanto podem estimular a criança e, ao mesmo tempo, aprofundar laços relacionais. Sugerem-se os circuitos para que a criança ultrapasse obstáculos, que podem ser criados com os objetos que temos à disposição, como cadeiras, rampas, móveis, túneis, etc. Sugerem-se também as brincadeiras com água, normalmente um grande sucesso nesta fase. E brincadeiras que envolvam movimentar o corpo, como bolas, músicas, corridas, jogos, etc. O mais importante é a criança ter alguém com quem brincar, se possível um adulto disponível, que se entusiasme com o privilégio de brincar e voltar a ser criança.
Publicado em Deixe um comentário

As Alergias Sazonais

Com o início da primavera dispara a manifestação de alguns sintomas característicos das alergias sazonais. Existem vários tipos de alergias causadas por alergénios diferentes e que manifestam, também, de forma diferente. A manifestação de alguns sintomas, num determinado período do ano, caracteriza as alergias de tipo sazonal. Tipicamente, as alergias de primavera são causadas por pólenes ao passo que alergénios, como os ácaros do pó, são responsáveis por alergias que ocorrem durante todo o ano. Existem pólenes no ar atmosférico durante todo o ano, mas na Primavera as concentração é significativamente mais elevada. Na primavera e no verão surgem também outros agentes que merecem atenção, como o veneno de insetos, pois podem provocar reações alérgicas graves, em casos raros até mesmo fatais.
No verão as elevadas temperaturas e as mudanças de ambiente e hábitos com as férias propiciam o aparecimento de urticárias, como a urticária solar. Por essa razão é importante o uso de protetores solares e a toma de anti-histamínicos quando aconselhado.
Em Portugal a principal causa de alergia a pólenes são as gramíneas (fenos), que atingem o seu pico máximo habitualmente durante os meses de Maio e Junho. A concentração de pólenes no ar depende da polinização e varia para cada planta, mas coincide para a maioria com a primavera. A explicação reside na influência de variáveis meteorológicas: a ocorrência de chuva (previamente à época polínica) condiciona fortes concentrações de pólenes quando a precipitação se interrompe, com os dias quentes e ventosos de Primavera; pelo contrário, um ano seco condiciona uma vaga polínica menos intensa, em particular das plantas mais sensíveis à falta de água, como as gramíneas.
A alergia é uma resposta do nosso sistema imunitário a uma substância estranha ao organismo. Quando o sistema imunitário deteta a presença de elementos estranhos que considera perigosos liberta uma proteína designada por Imunoglobulina E (IgE). Esta proteína fixa-se na substância que provocou o alerta imunológico e fomenta a libertação de histamina e outras substâncias. É principalmente a histamina que, nos primeiros minutos, provoca os sintomas alérgicos: espirros, dispneia, prurido, etc.
Sintomas
Os sintomas são desencadeados, em especial, no exterior dos edifícios, sobretudo com tempo quente, seco e ventoso e condicionam muito a qualidade de vida dos doentes.
A alergia a pólenes causa com frequência manifestações alérgicas do aparelho respiratório – asma e rinite -, dos olhos – conjuntivite – ou da pele – urticária e eczema).
A rinite alérgica é a alergia mais frequente. Pode atingir até 1/3 da população portuguesa e caracteriza-se pela ocorrência de espirros, nariz entupido, comichão e pingo no nariz. Estes sintomas podem ser acompanhados por conjuntivite alérgica (olho vermelho, lacrimejo, comichão e inchaço).
Também é igualmente frequente a asma, que causa dificuldade em respirar, pieira, cansaço fácil e tosse, e a urticária e o eczema, que causam sintomas de pele.
Publicado em Deixe um comentário

Com chupeta ou sem chupeta

Muitas vezes na ecografia vemos o bebé a chupar no dedo, ainda no útero. Este instinto natural é muito forte em alguns bebés após o nascimento, que continuam dispostos a chuchar mesmo depois de comer.
Utilizar ou não a chupeta é uma escolha dos pais. Alguns recorrem a ela, por ser uma solução simples e prática para acalmar o bebé. Outros preferem não criar este hábito por questões estéticas ou de higiene.
Não existe uma razão física para não dar a chupeta ao bebé. No entanto, não se deve usar a chupeta antes de o bebé ter aprendido a pegar no peito, para não dificultar a aprendizagem, pois a chupeta gera movimentos da boca para chuchar ligeiramente diferentes daqueles que são necessários para chuchar no mamilo.
Não dê também a chupeta logo que o bebé termina de mamar. Ponha-o a arrotar, mude a fralda, dê-lhe mimos, embale-o e resolva as necessidades do bebé quando ele estiver impaciente. Assim terá um bebé menos dependente da chucha.
Muitas vezes há a preocupação de que a chupeta afeta o crescimento da dentição. Não há motivo para tal, os dentes definitivos só crescerão por volta dos 5 ou 6 anos de idade, muito depois do desaparecimento da chupeta. Há contudo, que ter em atenção o hábito de chuchar no dedo, que é com frequência mais difícil de resolver.
Publicado em Deixe um comentário

Noções básicas do sono do bebé: nascimento até 3 meses

Padrões de sono típico para recém-nascidos

Os recém-nascidos dormem muito – normalmente até 16 a 17 horas por dia. Mas a maioria dos bebés não permanece adormecido por mais de duas a quatro horas durante as primeiras semanas de vida.
O resultado?
Muito sono para o seu bebé e uma vida muito irregular – e cansativa – para si. A sua missão é responder às pistas do recém-nascido, pelo que provavelmente vai levantar-se muitas vezes durante a noite para mudá-lo, alimentá-lo e confortá-lo.

O que está a acontecer

Os ciclos de sono do bebé são muito mais curtos do que os dos adultos, e os bebés passam mais tempo em sono de movimento rápido dos olhos (REM – rapid eye movement), que se acredita ser necessário para o desenvolvimento extraordinário que está a acontecer no seu cérebro. O sono REM é mais leve do que não REM.
Toda esta imprevisibilidade é uma fase necessária ao seu bebé e não dura muito tempo -embora possa parecer uma eternidade quando está privado de sono.

Qual é a próxima etapa

Por volta das 6 a 8 semanas de idade, a maioria dos bebés começa a dormir por períodos mais curtos durante o dia e períodos mais longos à noite, embora a maioria continue a acordar para se alimentar durante a noite. Também têm períodos mais curtos de sono REM e períodos mais longos de sono profundo não REM.
Em algum momento entre os 4 e 6 meses, dizem os especialistas, a maioria dos bebés é capaz de dormir de 8 a 12 horas durante a noite. Alguns bebés dormem uma grande parte da noite muito mais cedo, às 6 semanas por exemplo, mas muitos alcançam este marco pelos 5 ou 6 meses de idade, e alguns continuam a acordar durante a noite. Pode ajudar o seu bebé a chegar lá mais cedo, se for esse o seu objetivo, ensinando-lhe hábitos bons de sono desde o início.

Como estabelecer bons hábitos de sono do bebé

Aqui estão algumas dicas para ajudar o seu bebé a dormir:
Saiba os sinais que significam que está cansado.
  • Nas primeiras seis a oito semanas, a maioria dos bebés não é capaz de capaz de ficar acordado muito mais do que duas horas seguidas. Se prolongar mais que isso o bebé pode ficar demasiado cansado e ter dificuldade em adormecer.
Observe os sinais de cansaço do seu bebé.
  • Ele esfrega os olhos, puxa a sua orelha ou está mais exigente do que o normal.
Se notar estes ou quaisquer outros sinais de sonolência, tente colocá-lo a dormir.
«Rapidamente desenvolverá um sexto sentido sobre o ritmo e padrão diário do seu bebé, e saberá instintivamente quando está pronto para uma soneca.»

Comece a ensinar-lhe a diferença entre dia e noite

Alguns bebés são noctívagos (algo que pode ter começado a notar um pouco durante a gravidez) e estão bem acordados quando pretende descansar. Nos primeiros dias não será capaz de fazer muito acerca disso. Mas por volta das 2 semanas de idade pode começar a ensiná-lo a distinguir a noite do dia.
Quando o bebé está alerta e desperto durante o dia interaja com ele, tanto quanto possível, mantenha a casa e o seu quarto claro e brilhante e não se preocupe em minimizar ruídos diurnos regulares como o telefone, música ou máquina de lavar louça. Se ele tende a dormir durante as mamadas acorde-o.
À noite, não brinque com ele quando acorda. Mantenha as luzes e o nível de ruído baixos, e passe menos tempo a falar com ele. Desta forma o bebé começa a descobrir que a noite é para dormir.

Considere a possibilidade de iniciar uma rotina de dormir

Nunca é demasiado cedo para começar a tentar seguir uma rotina antes de dormir. Pode ser algo tão simples como colocar o bebé na sua cama, cantando uma canção de embalar e dando-lhe um beijo de boa noite.

Crie o ambiente para que o bebé adormeça por si

Pelas 6 a 8 semanas de idade pode começar a dar ao seu bebé a oportunidade de adormecer por conta própria.
Como fazer
Deite-o sonolento mas ainda acordado.
Desaconselha-se que embale no colo ou amamente o seu bebé para que ele durma, mesmo no início. Existem Pais que acreditam que o que fazem no início não tem impacto, mas tem. Os bebés estão a aprender os seus hábitos de sono.
«Se balança a criança para dormir todas as noites nas primeiras oito semanas, por que esperaria ela algo diferente mais tarde?»
No entanto, nem todos concordam com esta estratégia. Alguns pais escolhem embalar ao colo ou amamentar os seus bebés para os adormecerem, porque acreditam que é normal e natural, porque gostam e porque o seu bebé está a crescer e a dormir bem, ou simplesmente porque nada mais parece funcionar.
Publicado em Deixe um comentário

De quanto sono precisa o seu bebé

Como novo pai, esta é provavelmente uma das suas dúvidas. Abaixo estão algumas diretrizes gerais sobre quantas horas de sono a criança média requer em várias idades. Naturalmente, cada criança é diferente — alguns precisam até duas horas de sono a mais ou a menos do que outros.
Idade Sono noturno Sono diurno * Sono Total
1 mês 8 horas 8 (inconsistente) horas 16 horas
3 meses 10 horas 5 (3) horas 15 horas
6 meses 11 horas 3 ¼ (2) horas 14 ¼ horas
9 meses 11 horas 3 (2) horas 14 horas
12 meses 11 ¼ horas 2 ½ (2) horas 13 ¾ horas
18 meses 11 ¼ horas 2 ¼ (1) horas 13 ½ horas
2 anos 11 horas 2 (1) horas 13 horas
3 anos 10 ½ horas 1 ½ (1) horas 12 horas
* número de sestas entre parênteses

Tenha em mente que a maioria das crianças precisa de muito sono. Muitas vezes se uma criança tem hábitos de sono pobres ou se se recusa a ir para a cama antes da 11 da noite, os pais pensam que apenas não precisa de muito sono. Isso não provavelmente assim — na verdade, é bem provável que seja uma criança com privação de sono. Para ver se o seu filho se encaixa nessa situação, pergunte a si mesmo estas perguntas:

• A sua criança adormece em quase todas as viagens de carro?

• Tem que acordar o seu filho quase todas as manhãs?

• O seu filho parece rabugento, irritável ou muito cansado durante o dia?

• Em algumas noites, o seu filho parece “aterrar” muito mais cedo do que o seu horário habitual, antes de dormir?

Se respondeu sim a qualquer uma destas perguntas, o seu filho pode estar a dormir menos do que precisa. Para alterar esse padrão precisa de o ajudar a desenvolver bons hábitos de sono e definir uma rotina e horário apropriado de dormir.
Publicado em Deixe um comentário

Estabelecer bons hábitos de sono: recém-nascido a três meses

Qual é o padrão de sono do bebé?
Os recém-nascidos dormem muito. Espere que o bebé durma até 18 horas por dia nas primeiras semanas. No entanto, não dormirá por mais de três ou quatro horas, de dia ou de noite. Isto infelizmente significa que pode esperar algumas noites sem dormir, especialmente no início.
Esta é uma fase necessária para o bebé e passa rapidamente, embora possa parecer uma eternidade enquanto está privado de sono.
Os ciclos de sono do bebé são muito menores do que o seu. O bebé vai ter mais quantidade de sono de movimento rápido dos olhos (REM), que é um sono leve, facilmente perturbável. Isso é necessário para as mudanças que acontecem no seu cérebro.
Entre as seis e as oito semanas o bebé provavelmente irá dormir durante períodos mais curtos durante o dia e períodos mais longos à noite. Mas ainda acordará para se alimentar durante a noite. Terá mais fases de sono mais profundo, sono não-REM, e menos sono leve.
É possível que o seu bebé durma a noite com oito semanas de idade. Mas é bem mais provável que as suas noites sejam interrompidas pelo menos nos primeiros meses. Se o seu objetivo é conseguir que o bebé durma durante a noite, incentive hábitos claros desde o início para o ajudar.
Como incentivar bons hábitos de sono?
O bebé pode desenvolver bons hábitos de sono logo a partir das seis semanas. Aqui estão algumas estratégias a que pode recorrer para ajudar o bebé a desenvolvê-los:
Reconhecer os sinais que significam que está cansado
Nas primeiras seis a oito semanas, o bebé provavelmente não será capaz de permanecer acordado por mais de duas horas de cada vez. Se esperar muito mais tempo que isso para o pôr a dormir provavelmente terá mais dificuldade em adormecer.
Durante os primeiros três meses, aprenda a ler os sinais de que está sonolento, tais como:
• esfregar os olhos,
• mexer na orelha com a mão,
• olheiras sob os seus olhos,
• apresentar-se irritável e chorar por quase nada,
• olhar fixamente para o espaço,
• bocejar e esticar-se muito,
• perder o interesse nas pessoas e nos seus brinquedos
• e ainda tornar-se demasiado tranquilo.
Se notar estes ou quaisquer outros sinais de sonolência, tente adormecê-lo no berço ou alcofa. Rapidamente desenvolverá um sexto sentido sobre o ritmo e rotina diária do bebé e saberá instintivamente quando está pronto para uma sesta.
Ensinar a diferença entre dia e noite
O bebé pode ser uma coruja da noite e estar bem acordado quando está pronto para dormir. Por volta das duas semanas de idade, pode começar a ensinar-lhe a diferença entre dia e noite.
Durante o dia, quando está acordado:
• Mude-lhe a roupa ao acordar para sinalizar o início de um novo dia.
• Brinque com ele, tanto quanto puder.
• Torne os momentos de alimentação animados, conversando, cantando e brincando com ele.
• Mantenha a casa e o seu quarto claro e brilhante.
• Não minimize os ruídos do dia-a-dia, como o rádio ou máquina de lavar.
• Acorde-o suavemente se ele estiver a adormecer durante a alimentação.
À noite:
• Crie momentos tranquilos enquanto está alimentá-lo.
• Mantenha as luzes e ruído baixos, e fale com ele.
• Mude-o para o pijama para sinalizar o final do dia.
Tudo isto deve ajudar o bebé a começar a compreender que a noite é para dormir. E dê-lhe a oportunidade de cair no sono por conta própria.
Entre as seis e as oito semanas de idade, pode ensinar o bebé a adormecer por conta própria. Deite-o quando está sonolento, mas ainda acordado. Fique com ele se desejar, mas esteja preparado para fazer o mesmo, todas as vezes que ele acordar durante a noite.
A forma como adormece o bebé é importante. Se o embala ao colo para dormir todas as noites nas primeiras oito semanas, ele esperará o mesmo mais tarde. Se o deixar sozinho para dormir, ele esperará isso também.
Alguns especialistas desaconselham embalar ou alimentar o bebé a dormir. Cabe-lhe a si decidir que tipo de rotina melhor se adapta a si e ao seu bebé.
Se deseja estabelecer um padrão previsível, precisará de adotar a mesma estratégia todas as noites.
Que problemas de sono acontecem nesta idade?
Nos primeiros meses, pode ser necessário resignar-se a algumas noites agitadas. Nas primeiras semanas reparará provavelmente que aconchegar o bebé ajuda-o a adormecer.
Nos primeiros meses pode preocupar-se com o risco de morte súbita, mas há formas de minimizar este risco.