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Segurança em casa

Os bebés desenvolvem-se muito rapidamente e quando damos por isso já andam, curiosos e aventureiros, à descoberta do mundo.
Por isso devemos preparar com antecedência a nossa casa tendo em conta os comportamentos e a curiosidade de uma criança saudável.
Devemos olhar para a casa pelos olhos da criança, encontrando em cada divisão as coisas que possam atrair a sua curiosidade.
No Quarto
Cama
A cama deve ser sólida e estável, sem arestas ou elementos que possam prender ou magoar o bebé. As grades devem ter no mínimo uma altura interior de 60 cm, aberturas inferiores a 6 cm e um colchão adequado. Deve obedecer às normas de segurança europeias.
Fraldário
O móvel para mudar o bebé deve ser estável ter um rebordo elevado.
Para a muda do bebé deve ter tudo o que precisa junto a si, por forma a estar em contacto com o bebé ininterruptamente (basta uma segundo para que o bebé rebole e caia).
Brinquedos
Devem sempre ser adequados à fase de desenvolvimento da criança, e estarem disponíveis para a brincadeira com condições de segurança.
Na Casa de banho
Prepare a casa de banho para o banho do bebé. Verifique a temperatura da água antes de começar o banho e utilize meios de protecção adequados (banheira adequada ao bebé, tapetes antiderrapantes,..)
Na Cozinha
A cozinha apresenta vários riscos para um bebé. Por isso:
– Feche portas e gavetas para impedir o acesso aos utensílios de cozinha (facas, pratos, copos de vidro, etc), alimentos e materiais de limpeza;
– Tenha atenção às fontes de calor pois podem provocar queimaduras (alimentos líquidos quentes, pegas de panelas, tachos ou frigideiras, a porta do forno, etc.).
– Tenha atenção aos alimentos aquecidos no microondas, pois muitas vezes os recipientes estão mornos e os alimentos que contém a ferver.
Na sala
Fontes de aquecimento
Deve impedir o contacto com lareiras, radiadores ou outras fontes de aquecimento.
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Cadeiras auto

As cadeiras auto são elementos de segurança activa num automóvel, obrigatórios por lei quando se transportam crianças com idade inferior a 12 anos. Devem garantir o conforto e a segurança da criança em viagem.

Escolher a cadeira auto certa

Qual é a melhor cadeira auto para o meu filho?

A melhor cadeira auto é aquela que melhor se ajusta ao seu filho, melhor se encaixa no seu veículo e é fácil de instalar e usar. Aqui estão algumas dicas úteis e recomendações para ajudar a decidir.

1. O peso é mais importante que a idade

As cadeiras de criança dividem-se em grupos, de acordo com o peso e idade da criança (ver tabela abaixo). Tenha em atenção que mais do que a idade, o peso do seu filho é importante para a escolha da cadeira.

 

Grupo Peso Idade (aprox) Posição da cadeira
0 – Alcofa ** ** De lado
0+ Até 13 Kg Até 12-18 meses Virada para trás
0+/1 ou 1 Até 18 Kg 12 meses – 3/4 anos Virada para trás
0+/1 ou 1 Até 18 Kg 18 meses – 3/4 anos Virada para a frente
2 / 3 15 – 36 Kg 4/6 anos – 12 anos Virada para a frente
3 22 – 36 Kg 8/9 – 12 anos Virada para a frente

** só para casos especiais

 
  • Alcofa (até aos 18 meses)
A alcofa está indicada em alguns casos especiais relacionados com questões de saúde que devem ser devidamente avaliadas por profissionais de saúde.
  • Grupo 0 (0-13kg)
As cadeiras deste grupo devem colocar-se em sentido contrário ao movimento do veículo para garantir máxima segurança, e com uma inclinação de 45º, para que o bebé viaje semissentado, bem aconchegado e confortável. Habitualmente podem ser instaladas quer no banco da frente quer no de trás (mais seguro), utilizando um cinto de 3 pontos ou sistema isofix.
  • Grupo 0+/I (0-18kg)
Estas cadeiras são mais adequadas para bebés que se tornam demasiado altos para as do Grupo 0+ antes de atingirem os 13 kg, e possibilitam que a criança viaje voltada para trás até o mais tarde possível – é a mesma cadeira que a criança já usava antes de ter 18 meses. Estas cadeiras não são apropriadas para bebés com menos de 8-9 meses, porque a criança já viaja completamente sentada. Devem ser utilizadas da mesma forma que a do grupo anterior, embora possam ser voltadas para a frente a partir dos 18 meses. Deve utilizar a cadeira voltada para trás mesmo que a criança bata com os pés no banco do automóvel ou dobre as pernas, pois é a posição mais segura. O seu uso é desaconselhável a partir dos dois anos e meio. Tal como as anteriores, estas podem ser instaladas no banco de trás ou da frente (último recurso, nunca com airbag frontal ativo), num lugar com cinto de 3 pontos, ou através de sistema isofix.
  • Grupo I (9-18kg)
Estas cadeiras destinam-se a crianças entre 12 meses e 3 anos, com um peso entre 9 e 18 quilos. O sistema ideal para este grupo é o do assento convertível virado para trás, e o tipo de sistema alternativo é o assento convertível virado para a frente.
  • Grupo II,III (15-36kg)
As cadeiras deste grupo são indicadas a partir dos 3 anos ou 15 kg. Devido ao seu posicionamento, protegem melhor a criança em caso de acidente do que o cinto de segurança isoladamente, uma vez que, desta forma, o cinto segura simultaneamente a criança e a cadeira proporcionando assim a segurança pelo ombro e pela bacia em vez de o fazer pela barriga e pelo pescoço.
Se escolher um modelo com as costas destacáveis, não terá que comprar mais cadeirinhas até a criança ter 1,35 metro de altura, 36 kg ou 12 anos, uma vez que este modelo se transforma em banco elevatório.
  • Grupo III – Bancos elevatórios (22-36 kg)
Por volta dos 7-8 anos, poderá utilizar apenas o banco elevatório se o cinto de segurança já não incomodar no pescoço e se o automóvel tiver apoio de cabeça. Por outro lado, pode também continuar a usar a cadeira de apoio se esta for suficientemente alta (apresenta mais proteção lateral).
Importante

  • Nunca compre uma cadeirinha auto demasiado grande para o seu filho, verifique se é adequada para o peso do seu filho desde o primeiro dia de uso.
  • É mais seguro comprar uma cadeira auto para se adequar o peso do seu filho ao invés de comprar uma cadeira auto que abrange todos os intervalos de peso (usando a mesma cadeira auto desde o nascimento até aos 3 anos, ou mais).
  • Os especialistas em segurança de automóveis dizem que não se deve considerar apenas a idade da criança ao escolher uma cadeirinha. Deve considerar-se o peso e a altura e qual a cadeira que oferece maior segurança e se encaixa melhor no carro; se o bebé ou criança irá fazer viagens curtas ou longas, se vai necessitar de transferir a cadeira de um carro para outro, bem como o que é mais conveniente para si como pai.

2. Quando é a altura de mudar para a cadeira auto da próxima fase?

Voltado para a retaguarda até aos 12 meses ou até aos 18
Espere tanto tempo quanto possível para mudar da cadeira de recém-nascido para a fase seguinte. Os bebés estão mais protegidos se viajarem voltados para a traseira do automóvel. Desta forma, em caso de impacto, a energia do mesmo é a absorvida e distribuída pela cadeira e pelos cintos. O bebé tem um pescoço frágil e a cabeça grande e pesada. Estas características levam a que, ao transportarmos uma criança no automóvel de frente para o trânsito, o movimento da cabeça possa provocar lesões muito graves e por vezes irreversíveis, no caso de um acidente.

3. Mudar da cadeira auto de recém-nascido para a cadeira de bebé

O seu bebé deve deixar de usar a cadeira auto de recém-nascido quando a parte superior das suas orelhinhas ultrapassar a parte superior do encosto do banco. Não deve trocar para a cadeira da fase seguinte até este momento. Certifique-se que a cabeça do seu bebé é generosamente protegida pelo topo da cadeira.
Nota: não é um problema se as pernas do bebé ultrapassam a borda do assento.

4. Trocar a cadeira de bebé para a cadeira de criança

Troque a cadeira de bebé pela cadeira de criança se os ombros do seu bebé estão 2 cm acima das aberturas mais altas para as alças na cadeira de bebé, quando o descanso para a cabeça se encontra na posição mais elevada. Verifique que o encosto de cabeça da cadeira auto esteja na posição mais baixa quando efectuar a troca.

5. Quando não fazem falta mais cadeiras

Legalmente não é necessária cadeira de apoio ou banco elevatório se a sua criança tiver 1,35 metros de altura, 12 anos ou 36 Kg de peso – só assim o cinto ficará corretamente colocado na bacia e não sobre a barriga.
As crianças que não usem cadeira auto devem usar cinto de segurança de carro sempre que viajam de carro.

6. Checklist para a compra da cadeira auto

  • Antes de escolher a cadeira auto leia o manual do seu veículo para verificar exactamente onde e como pode instalar a cadeira auto
  • Certifique-se de que a cadeira é apropriada para o peso e a idade do seu filho

Leve o seu filho e o seu automóvel quando for comprar a cadeira e verifique se tem o tamanho adequado para o seu filho e se se encaixa perfeitamente no seu automóvel

  • Verifique se o modelo que pretende foi testado para a norma europeia ECE 44
  • No automóvel verifique se se encaixa perfeitamente, se é fácil de instalar, se os cintos de segurança têm comprimento suficiente, e se pode usar a cadeira no lugar que pretende (airbag)
  • Tente instalar a cadeira no seu automóvel antes de a comprar
  • Verifique se a cadeira é fácil de usar, se é confortável para a criança, se tem uma posição para dormir, e se os cintos são fáceis de ajustar
  • Certifique-se que pode colocar e retirar o seu filho com facilidade
Finalmente

  • Use a cadeira auto em todas as viagens, independentemente de serem curtas ou longas!
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O que fazer em caso de emergência?

A segurança da nossa família, daqueles que nos rodeiam, dos nossos bebés e a nossa própria segurança são muito importantes. Por isso, para saber o que fazer em caso de emergência o melhor é informar-se e estar preparado.
Ligar 112
Quando ligar para o 112 é fundamental informar de forma simples e clara:
– O tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.);
– O número de telefone do qual está a ligar;
– A localização exata e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência;
– O número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro;
– As queixas principais e as alterações que observa;
– A existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, por exemplo, libertação de gases, perigo de incêndio, etc.
Depois de feita a triagem da situação o operador indica-lhe a melhor forma de proceder, enviando – se necessário – os meios de socorro adequados.
Lembre-se que as ambulâncias do INEM deverão ser apenas utilizadas em situação de risco de vida iminente.
No caso de não ser necessário enviar uma ambulância do INEM são dadas todas as informações sobre a melhor forma do doente ser transportado para as unidades de saúde adequadas.
– Desligue o telefone apenas quando o operador indicar.
Queimaduras
Face a uma queimadura pelo fogo deve actuar de imediato afastando a fonte de calor.
Relativamente ao vestuário, retirá-lo o mais rapidamente possível, excepto se tiver ficado colado à pele (nesta situação deve ser tirado no serviço de urgência).
Diminuir a temperatura local aplicando água, por forma a travar a acção do calor na pele e nos tecidos corporais. (Nunca deve usar manteiga ou qualquer outra gordura.)
Proteger a zona queimada e deslocar-se a um serviço de urgência ao mais rapidamente possível.
Intoxicações
É importante reconhecer os sinais de intoxicação que a criança pode manifestar, nomeadamente alterações de comportamento, tonturas ou incapacidade de responder.
Nestas situações deve contactar o Centro de Intoxicações Anti-Venenos (CIAV) e responder às questões do médico:
QUEM – Idade, sexo, gravidez
O QUÊ – Nome do medicamento ou produto, animal, planta …
QUANTO – Quantidade ingerida (aproximadamente) ou tempo de exposição ao produto
QUANDO – Há quanto tempo
ONDE – Em casa, na rua…
COMO – Em jejum, com alimentos…
Seguir as instruções indicadas e encaminhar para os serviços de saúde adequados.
Cortes
Desinfectar o corte, fazer pressão durante alguns minutos para parar a hemorragia e colocar um penso. Se o corte for profundo, grande ou não parar de sangrar deve ir ao serviço de urgência.
Eletrocussão
Mesmo com todos os cuidados preventivos pode acontecer um acidente de electrocussão. Nesta situação:
– ninguém deve precipitar-se para a criança pois pode ainda haver electricidade e electrocutar quem vai socorrê-la;
– cortar a corrente ou afastar a criança da corrente com um objecto não condutor de electricidade, de madeira ou plástico por exemplo.
– Chamar de imediato o 112.
As queimaduras por electrocussão são muitas vezes muito mais graves do que aparentam.
 
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Bombas tira leite

Se está a preparar o seu regresso ao trabalho, se necessita de descansar um pouco ou de viajar, deve considerar a possibilidade de utilizar um extrator de leite, a comummente chamada bomba tira leite. A sua utilização permite que o seu bebé continue a beneficiar do leite materno mesmo quando a mãe não está disponível.

Existem vários tipos de bombas para escolher e a seleção da mais correta para o seu caso ajudá-la-á a manter o fluxo regular de leite e prevenir ductos encaroçados ou infecções.

Seja qual for o tipo de bomba tira leite que escolher é boa ideia familiarizar-se com ela e tê-la a postos bem antes de retornar ao trabalho ou de deixar o seu bebé ao cuidado de outra pessoa.

Poderá começar a extrair leite e introduzir o biberão quando o seu bebé tiver entre 3 a 4 semanas de vida. Alguns bebés rejeitam o biberão se for introduzido mais tarde. Para que o seu bebé mantenha a aceitação ao biberão pode dar-lhe uma pequena quantidade de leite (alguns centilitros) no biberão a cada 3 ou 4 dias.

Tipos de bombas tira leite

Existem diversos estilos e modelos de bombas tira leite, mas agrupam-se em dois tipos principais: Bombas eléctricas e Bombas manuais. Algumas mulheres utilizam os dois tipos – um para a quantidade maior de leite a extrair e o outro para viagens curtas – mas a maioria prefere um ou outro.
Para perceber qual tipo é mais adequado para si apresentam-se aqui alguns casos:
Mães com dificuldades em amamentar Mães que necessitam de utilizar a bomba tira leite mais de uma vez por dia Mães que necessitam de utilizar a bomba tira leite uma vez por dia ou menos

Bombas tira leite elétricas de qualidade hospitalar


Bombas tira leite eléctricas de uso pessoal


Bombas manuais


Se nas primeiras semanas após o nascimento do bebé está a ter dificuldades em amamentar, se o seu bebé não está a ser capaz de obter leite em quantidade suficiente e estimular a produção de mais, poderá ser recomendada a utilização deste tipo de bomba.

Se o bebé for prematuro, se necessitar de cuidados médicos especiais ou se a mãe tiver alguma condição médica que afete a quantidade de leite produzida, provavelmente será este o tipo de bomba utilizado.

Um modelo de bomba de qualidade hospitalar com set de recolha duplo tem ciclo rápido de estimulação e extração que retira o leite aproximadamente ao mesmo ritmo que o bebé. O set de recolha duplo permite extrair os dois seios ao mesmo tempo, reduzir o tempo de extracção e efectuar uma extração mais eficaz.


Por serem mais portáteis, as bombas eléctricas de uso pessoal são populares entre as mães que retornam ao trabalho a tempo inteiro, ou que necessitam de estar afastadas dos seus bebés por longos períodos.

Habitualmente estas bombas são automáticas ou semiautomáticas, com ciclos estimulação-extração rápidos e níveis de sucção ajustáveis (para prevenir o desconforto do mamilo). E destinam-se a mulheres com uma fonte de leite bem estabelecida.

Alguns modelos procuram mimetizar o comportamento do bebé, variando a velocidade e força de sucção. Esta funcionalidade pode tornar o bombeamento mais confortável, mas isso não significa que produzirá mais leite.


Estas bombas são adequadas para utilizações pontuais, por exemplo se pretender deixar o seu bebé com os avós e não quiser recorrer a leite adaptado.

São mais portáteis e mais acessíveis que os modelos referidos anteriormente. Em contrapartida geralmente é necessário mais tempo e mais esforço para as usar.

As bombas manuais normalmente exigem que se aperte um pistão ou alavanca para criar vazio e assim bombear.

Enquanto a maioria das mães que precisam extrair leite regularmente optam para um modelo elétrico mais eficiente, algumas mulheres elogiam simplicidade de bombas manuais e de tamanho conveniente. Há mães que dizem que algumas bombas manuais dão uma sensação mais natural e mais próxima do que faz o bebé e que gostam de ser capazes de controlar a sucção com a mão.

As Bombas manuais são, geralmente, mais acessíveis, mais pequenas, mais leves e mais silenciosas que as bombas elétricas.

Notas de segurança importantes
Embora possa ser tentador partilhar ou pedir uma bomba de amigos ou comprar uma usada, os especialistas em aleitamento materno recomendam muita precaução. O leite materno pode transportar bactérias e vírus – incluindo hepatite, HIV e citomegalovírus – que podem contaminar as bombas e passar a infecção para si e para o seu bebé.
Como podem cair gotas de leite nas partes internas das bombas, a simples utilização do seu próprio set de recolha não as torna necessariamente seguras.
As bombas projetadas para várias utilizadoras, como bombas destinadas a aluguer e bombas de qualidade hospitalar, não têm este problema. São projetadas de forma a evitar que o leite materno chegue ao interior da bomba. Nessa situação a utilização do seu próprio set de recolha basta para garantir total segurança.
No que se refere às bombas manuais estas podem não ser tão eficazes porque os seus componentes vão perdendo força e os selos deterioram-se com o tempo, duas questões que podem levar a uma perda de sucção.
Quando utilizar apenas um lado de uma bomba dupla, certifique-se que selou o que não está a utilizar. Não o fazer é um erro comum que reduz a capacidade de sucção da bomba, que pode conduzir a uma queda na produção de leite.
Se não pretende utilizar a bomba em algumas horas, limpe as peças da bomba com água e sabão neutro. Retire todas as peças amovíveis da bomba e lave-as.
Se tiver resíduos de leite nos tubos, limpe-os de acordo com as instruções do fabricante. Na maioria das vezes pode usar água morna e um detergente suave. Certifique-se que secou os tubos completamente antes de voltar a colocá-los na bomba.
Características importantes
  • Controlo de sucção ajustável: o nível de sucção confortável para uma mulher pode ser tortura para outra. Escolha uma bomba que permita regular a sucção para o seu conforto.
  • Eficiência: Se tem pouco tempo – e que mãe é que não tem? – provavelmente vale a pena pagar um pouco mais por uma bomba com maior capacidade de sucção ou bombeamento duplo. Um modelo que lhe permite bombear as duas mamas ao mesmo tempo pode reduzir a metade o tempo de bombeamento: de cerca de 30 minutos para ambas as mamas para cerca de 15 minutos. O bombeamento duplo também aumenta a produção de leite, pois esvazia ambas as mamas mais completamente.
  • Facilidade de uso: procurar uma bomba fácil de usar, limpar e montar
Acessórios a experimentar

O uso de alguns acessórios podem ajudá-la a usar a sua bomba de forma mais eficiente e mais confortável. Por exemplo:
  • Um sutiã de aleitamento ou banda sustem um frasco de colheita em cada mamilo libertando as suas mãos enquanto extrai ambas as mamas.
  • Sacos de armazenamento ou recipientes para recolher, armazenar e congelar o leite.
  • Sacos de limpeza para micro-ondas permitem esterilizar as peças da bomba no microondas.
  • Discos de proteção para mamilos.
Os produtos seguintes também podem ser úteis:
  • Pacotes de gel para colocação dentro do sutiã de amamentação. Podem ser usados a quente ou a frio para aliviar seios inchados e doridos.
  • Pomada de lanolina para aliviar os mamilos gretados.
  • Almofadas de amamentação descartáveis ou laváveis para absorver o leite de seios gotejantes e evitar manchas na roupa.
O que procurar

A multiplicidade de tipos de bomba tira-leite existentes no mercado reflete as muitas necessidades individuais das mulheres lactantes, e o que funcionou bem para sua mãe ou para uma amiga pode não funcionar bem para si. A escolha da bomba mais adequada para si deve ser feita após considerar as suas necessidades e avaliando todas as opções.
A seguir estão alguns pontos a considerar ao escolher uma bomba:

Como pretende usar a bomba?

Vai utilizar a bomba para complementar a amamentação?

Pretende bombear e armazenar vários recipientes de leite?

Vai voltar ao trabalho?

Vai estar longe do seu bebé vários dias?

Quanto tempo vai demorar a extrair o leite?

A quantidade de tempo de extração varia de bomba para bomba, mas certos tipos de bombas são mais fáceis de usar e permitem extrair o leite mais rapidamente.
Se tenciona utilizar a bomba no trabalho ou não tem muito tempo para a extração, considere utilizar uma bomba elétrica. Uma bomba de recolha dupla (que extrai leite dos dois seios ao mesmo tempo) também pode diminuir a quantidade de tempo, porque ambas as mamas podem ser esvaziadas ao mesmo tempo.
As instruções da bomba são fáceis de perceber?
Se possível, reveja as instruções incluídas com várias bombas diferentes e a escolha de uma bomba que é fácil de montar, usar e limpar.
Necessita de uma bomba fácil de transportar?
Se viaja com frequência, ou vai utilizar a bomba tira-leite no trabalho, considere a compra de uma bomba leve que se transporte facilmente.
Se tenciona usar a bomba sempre no mesmo lugar não precisa se preocupar sobre a facilidade de transporte.
O tamanho do funil é adequado?
Certifique-se de que a abertura do funil é o tamanho correto para si. Você deve poder colocar confortavelmente o mamilo dentro no centro do funil.
A maioria das bombas é comercializada com um tamanho médio de funil. Antes de comprar uma bomba, verifique no site do fabricante para ver se pode substituir os funis por um tamanho ou textura diferente que seja confortável para si.
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Não tenha demasiada pressa para introduzir os alimentos sólidos

Conheça os três sinais que, juntos, mostram que o seu bebé está pronto para iniciar os alimentos sólidos. Estes três sinais claros raramente aparecem juntos antes dos 6 meses. O bebé está pronto para sólidos se conseguir fazer todas as três coisas seguintes:
1. Manter-se na posição sentado e capaz de manter a cabeça firme

2. Coordenar mãos, olhos e boca – ser capaz de olhar para a comida, agarrá-la e colocá-la na boca por si mesmo

3. Engolir o seu alimento (os bebé que não estão prontos para os sólidos, empurram muitas vezes a comida para fora, e ficam com mais comida em torno de seus rostos que nas suas bocas!)
A pesquisa mostra que, iniciar os alimentos sólidos na hora certa é importante para a saúde do seu bebé, porque o seu sistema digestivo ainda está em desenvolvimento. Se o seu bebé parece interessado em comida, se está a alimentar-se com mais frequência ou a acordar a meio da noite, isso nem sempre significa que está pronto para sólidos. É fácil interpretar mal, pelo que esteja atento aos três sinais acima para o guiar.
Porque é que não deve dar alimentos sólidos ao bebé até que exiba todos os 3 sinais
Todos queremos ter certeza de que os nossos bebés são tão saudáveis quanto possível. A pesquisa mostra que a alimentação do bebé com alimentos sólidos antes de estar preparado (por volta dos 6 meses) pode aumentar o risco do bebé ter problemas digestivos.
Isso ocorre porque o sistema digestivo do bebé está em desenvolvimento, e embora não possamos vê-lo, leva cerca de 6 meses para o sistema digestivo de um bebé funcionar corretamente, e ser capaz de lidar bem com alimentos sólidos. Além disso, se o alimentar com leite materno até e além dos 6 meses está a protegê-lo contra as infecções.
Pode ter ouvido que pode começar aos 4 meses, e alguns alimentos para bebés têm a designação “a partir de 4 meses” no rótulo, mas é importante lembrar que a pesquisa mais recente recomenda que cerca de 6 meses é o momento certo para começar a dar alimentos sólidos.
E se?
Não se preocupe se o bebé começa a acordar a meio da noite, quando já dormia toda a noite. Pode ter períodos de sentir fome (que pode até ser por outras razões, como a dentição), mas o leite extra é tudo que precisa até que estar prontos para sólidos.
E não se preocupe em ter leite suficiente se está a amamentar. Apenas alimente o bebé quando está com fome e o seu corpo vai produzir mais leite para acompanhar.
Esperar até que o bebé esteja pronto significa que muito rapidamente vai ser ser capaz de alimentar-se, o que significa que você não vai ter que gastar tanto tempo a alimentá-lo à colher e podem desfrutar de experimentar alimentos de pegar com a mão também.
E lembre-se que tem sempre acompanhar o bebé quando come, para se certificar de não se engasga.
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O Arroz Doce Português

O arroz doce é uma receita simples e tradicional da cozinha portuguesa, que sempre desempenhou um papel importante em festas e romarias. E particularmente em festas de casamento. A herança do arroz doce vem possivelmente dos mouros que habitaram o território antes da independência portuguesa a partir do século XII. Ingredientes simples e fáceis de identificar criaram uma variedade de receitas que permitem estabelecer uma rota do arroz doce.
Consta que terá sido difundido através da Pérsia, e as suas origens indicam a Índia e a Indonésia os países onde a variedade de qualidades é maior. Na Idade Média fazia-se farinha de arroz para a confeção de doces mais delicados. E o arroz-doce deu origem a uma das primeiras receitas conhecidas noutros países com a designação “à portuguesa”.
É um doce popular e delicioso que faz parte das memórias de infância de grande parte de nós e que é sempre um grande sucesso entre os mais pequenos e os mais crescidos, quer se coma morninho acabado de fazer ou depois de arrefecido.
Ingredientes
1 chávena almoçadeira de arroz carolino (use sempre a mesma chávena como medida)
1 chávena e meia de água quente
1 pitada de sal
3/4 de chávena de açúcar
2 cascas de limão
1 pau de canela
1 litro de leite meio-gordo morno
1 colher de sopa de manteiga vegetal
4 gemas
canela em pó para polvilhar
Como se faz
Em lume brando, coza o arroz na água quente com uma pitada de sal, até absorver toda a água. Acrescente o açúcar, as cascas de limão, o pau de canela, o leite e a manteiga vegetal e mexa até dissolver o açúcar. Continue a mexer devagar até começar a ferver e a engrossar um pouco (cerca de 6 a 8 minutos).
À parte, desfaça bem as gemas com um garfo. Acrescente uma concha de sopa do preparado e misture muito bem (desta forma aquece as gemas impedindo que talhem quando as acrescentar no preparado ao lume).
Retire as cascas de limão e o pau de canela e acrescente as gemas em fio, mexendo sempre, em lume brando, até o preparado engrossar (mais 3 a 5 minutos). Retire do lume quando estiver mais ou menos cremoso a seu gosto. Verta em taças ou em pratos tradicionais e polvilhe com canela. Pode servir morno ou frio, é delicioso das duas formas.
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Noções básicas do sono do bebé: nascimento até 3 meses

Padrões de sono típico para recém-nascidos

Os recém-nascidos dormem muito – normalmente até 16 a 17 horas por dia. Mas a maioria dos bebés não permanece adormecido por mais de duas a quatro horas durante as primeiras semanas de vida.
O resultado?
Muito sono para o seu bebé e uma vida muito irregular – e cansativa – para si. A sua missão é responder às pistas do recém-nascido, pelo que provavelmente vai levantar-se muitas vezes durante a noite para mudá-lo, alimentá-lo e confortá-lo.

O que está a acontecer

Os ciclos de sono do bebé são muito mais curtos do que os dos adultos, e os bebés passam mais tempo em sono de movimento rápido dos olhos (REM – rapid eye movement), que se acredita ser necessário para o desenvolvimento extraordinário que está a acontecer no seu cérebro. O sono REM é mais leve do que não REM.
Toda esta imprevisibilidade é uma fase necessária ao seu bebé e não dura muito tempo -embora possa parecer uma eternidade quando está privado de sono.

Qual é a próxima etapa

Por volta das 6 a 8 semanas de idade, a maioria dos bebés começa a dormir por períodos mais curtos durante o dia e períodos mais longos à noite, embora a maioria continue a acordar para se alimentar durante a noite. Também têm períodos mais curtos de sono REM e períodos mais longos de sono profundo não REM.
Em algum momento entre os 4 e 6 meses, dizem os especialistas, a maioria dos bebés é capaz de dormir de 8 a 12 horas durante a noite. Alguns bebés dormem uma grande parte da noite muito mais cedo, às 6 semanas por exemplo, mas muitos alcançam este marco pelos 5 ou 6 meses de idade, e alguns continuam a acordar durante a noite. Pode ajudar o seu bebé a chegar lá mais cedo, se for esse o seu objetivo, ensinando-lhe hábitos bons de sono desde o início.

Como estabelecer bons hábitos de sono do bebé

Aqui estão algumas dicas para ajudar o seu bebé a dormir:
Saiba os sinais que significam que está cansado.
  • Nas primeiras seis a oito semanas, a maioria dos bebés não é capaz de capaz de ficar acordado muito mais do que duas horas seguidas. Se prolongar mais que isso o bebé pode ficar demasiado cansado e ter dificuldade em adormecer.
Observe os sinais de cansaço do seu bebé.
  • Ele esfrega os olhos, puxa a sua orelha ou está mais exigente do que o normal.
Se notar estes ou quaisquer outros sinais de sonolência, tente colocá-lo a dormir.
«Rapidamente desenvolverá um sexto sentido sobre o ritmo e padrão diário do seu bebé, e saberá instintivamente quando está pronto para uma soneca.»

Comece a ensinar-lhe a diferença entre dia e noite

Alguns bebés são noctívagos (algo que pode ter começado a notar um pouco durante a gravidez) e estão bem acordados quando pretende descansar. Nos primeiros dias não será capaz de fazer muito acerca disso. Mas por volta das 2 semanas de idade pode começar a ensiná-lo a distinguir a noite do dia.
Quando o bebé está alerta e desperto durante o dia interaja com ele, tanto quanto possível, mantenha a casa e o seu quarto claro e brilhante e não se preocupe em minimizar ruídos diurnos regulares como o telefone, música ou máquina de lavar louça. Se ele tende a dormir durante as mamadas acorde-o.
À noite, não brinque com ele quando acorda. Mantenha as luzes e o nível de ruído baixos, e passe menos tempo a falar com ele. Desta forma o bebé começa a descobrir que a noite é para dormir.

Considere a possibilidade de iniciar uma rotina de dormir

Nunca é demasiado cedo para começar a tentar seguir uma rotina antes de dormir. Pode ser algo tão simples como colocar o bebé na sua cama, cantando uma canção de embalar e dando-lhe um beijo de boa noite.

Crie o ambiente para que o bebé adormeça por si

Pelas 6 a 8 semanas de idade pode começar a dar ao seu bebé a oportunidade de adormecer por conta própria.
Como fazer
Deite-o sonolento mas ainda acordado.
Desaconselha-se que embale no colo ou amamente o seu bebé para que ele durma, mesmo no início. Existem Pais que acreditam que o que fazem no início não tem impacto, mas tem. Os bebés estão a aprender os seus hábitos de sono.
«Se balança a criança para dormir todas as noites nas primeiras oito semanas, por que esperaria ela algo diferente mais tarde?»
No entanto, nem todos concordam com esta estratégia. Alguns pais escolhem embalar ao colo ou amamentar os seus bebés para os adormecerem, porque acreditam que é normal e natural, porque gostam e porque o seu bebé está a crescer e a dormir bem, ou simplesmente porque nada mais parece funcionar.